quinta-feira, 27 de setembro de 2018

Curso presencial - Introdução à Acreditação Internacional JCI

Sobre o curso
Curso presencial - Introdução à Acreditação Internacional - Baseado na 6ª edição do Manual de Padrões de Acreditação da Joint Commission International (JCI). 
 Processo de seleção de Educadores/CBA - Entenda o que é um Educador e pré-requisitos clicando aqui
 Objetivo: Introduzir o tema sobre a metodologia de Acreditação internacional, com base nos procedimentos da Acreditação JCI, visando estabelecer uma base de informação e conhecimento para os profissionais participantes auxiliarem as instituições de saúde na implementação, preparação e manutenção do programa de acreditação internacional.
 Público Alvo: Profissionais com formação de nível superior, nas áreas da saúde ou correlatas em administração e engenharia, nesses casos relacionados com gestão ou prática em serviços de saúde.
 Desenvolvimento: O curso, promovido pela Coordenação de Ensino, será ministrado por instrutor especializado do CBA. Terá 16 horas de conteúdo teórico-prático, onde será apresentado todo o processo da metodologia da Acreditação internacional (conceitos, princípios, instrumentos, entre outros), além de leitura de material técnico científico específico e da realização de exercícios. O Programa segue abaixo.
 Conteúdo Programático
 Conceituação de avaliação e de acreditação
·         Perfil e características do avaliador
·         Objetivos e vantagens da acreditação
·         Quantificação do valor da acreditação 
·   Contribuição da acreditação par a qualidade e segurança dos cuidados em saúde – evidências
·         Histórico da avaliação e da acreditação
·         Fatores críticos para obtenção da acreditação
·         Enfrentamento de culturas e de resistências à acreditação
·         Qualidade em saúde - conceitos e situação contemporânea
·         Cultura da segurança
·         Preparação para a acreditação
·         Papéis – Escritório da Qualidade, Coordenação da Acreditação e Grupo Facilitador
·         Imersão no Manual Hospitalar - 6º edição Requerimentos para a acreditação
·         Padrões, propósitos e elementos de mensuração
·         Regras de pontuação
·         Capítulos com foco nos cuidados prestados aos pacientes
·         Capítulos com foco na gestão 
·         Capítulos para centros médicos acadêmicos
·         Agenda e avaliação
·         Regras de decisão para outorga de acreditação
·         Exercícios através de achados de avaliações.

DATA/HORÁRIO: 26/10/2018 e 27/10/2018 – De 08:30h às 17:30h.  
 O LOCAL DA FORMAÇÃO: Centro do Rio de Janeiro
INSCRIÇÃO: As inscrições para Pessoas Físicas serão realizadas através do site http://ead.cbacred.org.br/. Inscrições para Pessoa Jurídica poderão ser realizadas através do Link IntroduçãoPJ .
Obs.: A inscrição contempla 01 exemplar do Manual de Padrões de Acreditação Joint Commission International para Hospitais 6ª Edição. 

PAGAMENTO: O curso poderá ser pago de duas maneiras, através de boleto bancário em uma única vez ou parcelado em 03 vezes sem juros, através do site ead.cbacred. Caso sua inscrição seja pessoa jurídica a forma de pagamento será através de boleto bancário em uma única vez.
 NOTAS IMPORTANTES
 POR PARTE DO CBA: Informamos que não havendo formação de turma até o dia 21 de outubro, o Curso não será realizado. Sendo assim, a matrícula que tenha sido paga, o valor será devolvido ou disponibilizado para outros cursos/eventos do CBA. Não será responsabilidade do CBA o reembolso de despesas referentes a passagens e hospedagem.
 POR PARTE DO INSCRITO: Será cobrada uma taxa de cancelamento no valor de R$ 15,00 caso o boleto já tenha sido emitido. Será cobrada uma taxa de cancelamento pela emissão de nota fiscal de 5% do valor da nota caso a data de emissão ultrapasse o dia 30 do mês em que a nota foi emitida.
 CONTATOS - Sheila Barge - cba@cbacred.org.br

quarta-feira, 5 de setembro de 2018

Hospital de Clínicas de Porto Alegre cria programa de combate à sepse e reduz taxa de mortalidade na unidade



Hospital de Clínicas de Porto Alegre 
cria programa de combate à sepse e reduz taxa de mortalidade na unidade
Maior causa de morte entre pacientes internados em UTIs brasileiras - cerca de 55,7% dos casos da complicação registrados em unidades hospitalares no país em 2017 resultaram em óbito, segundo levantamento realizado pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e pelo Instituto Latino Americano de Sepse (Ilas) -, a sepse é uma das maiores preocupações nas unidades de saúde. O cenário alarmante fez com que o Hospital de Clínicas de Porto Alegre (HCPA) acendesse o alerta para a adoção de medidas visando reduzir o número de ocorrências da doença, criando um programa especial para este fim. Em quatro anos de implantação do projeto, a taxa de mortalidade por sepse na unidade caiu de 55% para 40%.
O Programa Intrahospitalar de Combate à Sepse (PICS) começou na unidade em 2013 através de um levantamento cujo objetivo era identificar quais áreas apresentavam possíveis déficits que causavam lentidão no processo do tratamento do paciente com sepse.
“O atendimento deve começar com o reconhecimento precoce do problema. Para isso, montamos um programa de conscientização dos funcionários envolvidos na assistência para essa identificação rápida. Também criamos um curso no modelo de ensino à distância voltado para médicos, enfermeiros e técnicos de Enfermagem sobre o assunto”, explica o médico intensivista e executivo do PICS do HCPA, Rafael Barberena Moraes. De acordo com ele, a abordagem é totalmente voltada para a realidade da instituição, citando dados e processos da unidade e casos que aconteceram no hospital. O curso é obrigatório para os médicos residentes e conta pontos para o plano de cargos e salários dos funcionários.
Durante o curso, os profissionais são orientados a seguir um padrão de atendimento que envolve a solicitação e o encaminhamento de pedidos de exames, a notificação dos casos junto ao sistema da unidade, a aplicação mais rápida da medicação, entre outras determinações. Além da diminuição significativa das taxas de mortalidade, o projeto gerou uma queda significativa no tempo médio de reconhecimento desses casos. “Em 2014, levava-se, em média, seis horas; em 2017 passou para uma hora. Essa redução tem sido fundamental, já que quanto mais tempo se leva para detectar o problema, maior se tornam as chances de mortalidade”, assegura o médico.
Para Rafael Moraes é preciso dar notoriedade a esse tema, que é bastante prevalente. “Muitos hospitais e profissionais ainda não têm a cultura de que pacientes sépticos precisam ser atendidos com rapidez e que se trata de um processo que exige multidisciplinaridade. Se a unidade não está integrada e não se comunica bem, se torna impossível oferecer o tratamento correto, que é simples desde que se tenha toda a cadeia funcionando de forma conjunta. Desenvolvemos um protocolo que fica acessível a todos na intranet e sempre que acontece um caso de sepse o funcionário que eventualmente tiver alguma dúvida sobre como proceder pode acessá-lo”, ressalta.
Mais agilidade na administração de medicamento
Outro ganho advindo da criação do projeto foi a redução do tempo de início da administração do antibiótico para esses pacientes. Antes, as equipes levavam cerca de seis horas para começar a medicação. Atualmente, são duas horas, com o objetivo de reduzir para uma hora. “Esse é um resultado muito importante para nós. Em um sistema complexo como é o HCPA, uma unidade com 13 andares e mais de 600 leitos, 50 somente de UTI, o caminho da medicação até o paciente é longo. O médico prescreve, essa prescrição tem que chegar ao técnico de Enfermagem, que vai até a Farmácia. Daí o farmacêutico dispensa a medicação que está no estoque, que finalmente é levada para o enfermeiro aplicá-la. É uma cadeia que envolve diversos elos que, muitas vezes, podem ser frágeis. Agora, conseguimos trabalhar de forma multidisciplinar para que esses elos estejam todos ligados, reduzindo bastante o tempo do processo”, analisa o intensivista.
O reforço na comunicação entre os profissionais envolvidos no atendimento também pode ser visto no time de resposta rápida. A equipe, composta por um médico residente e um intensivista, fica à disposição para atender pacientes graves que estão fora da UTI e é uma novidade implementada pelo protocolo. Sempre que acontece uma intercorrência deste tipo, a Enfermagem aciona esse time, que consegue com mais rapidez e autonomia acessar o paciente com suspeita de sepse.
“Esse atendimento é feito em caráter de urgência e em menos de cinco minutos a equipe está junto ao paciente. Determinamos algumas condições clínicas que precisam ser verificadas para esse atendimento e, com isso, observamos a queda na morbidade e na mortalidade dos pacientes”, afirma Rafael Moraes.
Investimento em novas estruturas.
O novo programa colaborou para a implementação de mudanças estruturais importantes. Foram instaladas duas farmácias satélites ao lado da Emergência e da UTI, setores que mais dispensam antibióticos, e o hospital adquiriu um dispensatório eletrônico de medicamentos. Segundo o médico, as iniciativas vêm ajudando a agilizar o processo. “Hoje, se prescrevo uma medicação no quarto andar, a Farmácia visualiza esse pedido no sistema e o farmacêutico dispensa o medicamento, que vai automaticamente para o andar onde foi solicitado. Com isso, conseguimos eliminar o deslocamento do técnico de Enfermagem até a Farmácia central e em cerca de 15 minutos após a prescrição o remédio está no local onde foi requisitado”.
Para Rafael Moraes, o processo de acreditação pelo qual o HCPA passou, conquistando o selo da Joint Commission International em 2013, foi um estímulo importante para o desenvolvimento do programa.
“A acreditação trouxe uma cultura de busca pela qualidade e de responsabilidade pelos atos para a instituição. A partir do momento em que se estruturam protocolos, criamos formas de avaliar dados e procurar resultados a partir disso. A acreditação vem nos proporcionando isso; temos metas a cumprir. Nesse caso, as metas são ainda mais importantes, pois ajudam a diminuir a mortalidade, acrescentam segurança e nos mostram onde estão nossos problemas e onde podemos melhorar no atendimento para fazê-lo da forma correta, reduzindo os riscos para o paciente”, finaliza.

terça-feira, 4 de setembro de 2018

Hospital Moinhos de Vento aposta em projeto para garantir o bom andamento da desospitalização

Time de planejamento de Alta 
Hospital Moinhos de Vento aposta em projeto para garantir o bom andamento da desospitalização
Nem sempre o melhor lugar para o paciente estar é dentro de um hospital. A cultura, muito prevalente no Brasil, de que a internação hospitalar é a solução ideal para um tratamento médico completo vem sendo amplamente questionada, já que, dependendo do caso, pode não ser a opção mais indicada para a recuperação do paciente. É aí que entra a chamada desospitalização, a continuidade do cuidado em domicílio. Atento às necessidades do paciente, o Hospital Moinhos de Vento, em Porto Alegre, criou o Time de Planejamento de Alta a fim de garantir o bom andamento dessa transição. A instituição também desenvolveu uma ferramenta em seu sistema de informação que permite que o médico acione essa equipe no momento em que achar necessário, solicitando ajuda em processos que possam proporcionar a alta hospitalar mais segura ou até mesmo antecipá-la.
O Time é formado por uma assistente social e duas médicas e conta com suporte da Gerência de Enfermagem e Gerencia de Operações. O grupo ajuda a identificar pacientes com risco de longa permanência na unidade e trabalha a situação com as equipes médicas, pacientes e suas famílias. A ferramenta online foi incorporada ao projeto há cerca de um ano e vem auxiliando na comunicação entre os setores envolvidos.
“Esse sistema permite ao médico solicitar uma avaliação nossa do paciente a qualquer momento que ele julgar necessário ao longo da internação. Se ele, por exemplo, identifica pacientes em risco social, com alguma dificuldade familiar ou necessidade de suporte domiciliar maior do que a prevista pela família após a alta, é possível acionar o sistema para pedir o auxílio do nosso grupo”, explica a médica do hospital, Lisangela Conte Preissler. Segundo ela, outro trabalho preventivo que envolve visita a setores do hospital e seus pacientes, os rounds multidisciplinares, também tem ajudado a identificar situações que, por vezes, as equipes e as próprias famílias ainda não perceberam.
Rotineiramente o Time de Planejamento de Alta recebe uma planilha com as solicitações de pacientes a serem avaliados, que então recebem a visita da assistente social do projeto a fim de entender as questões e tomar as decisões pertinentes com a equipe médica e de enfermagem.
“Nessa visita, conseguimos ter um panorama do que o paciente e sua família vão precisar para ter uma alta segura. Percebemos que as famílias carecem de alguém que lhes dê um norte sobre como se organizar para receber o paciente de volta em casa, desde a necessidade de aluguel de uma cama hospitalar, de uma dieta específica, encaminhamento de documentos para a solicitação de benefícios sociais, entre outras coisas. O paciente interna e, quando sai, não sabe que terá demandas diferentes das que tinha antes de entrar no hospital. E é aí que entra nossa ajuda”, ressalta a assistente social do Moinhos de Vento, Juliana Oss.
Taxas de sucesso
Desde abril de 2017, quando o projeto foi implementado, o hospital viu as taxas de tempo médio de permanência dos pacientes nas unidades de internação caírem. No ano passado, a média era de 10 dias; de janeiro a março deste ano este tempo foi reduzido para 8,5 dias.
“Com a implantação do projeto, temos evoluído muito, com melhora dos desfechos relacionados a tempo de permanência e giro do leito. Muitas vezes as intervenções necessárias são simples, como ajudar a localizar familiares que não estão presentes, providenciar questões de suporte como nutrição parenteral, uso da sonda, orientar a família sobre os caminhos para encontrar aportes como cama hospitalar, andador e fisioterapia. Temos uma interface grande com empresas de home care, por exemplo, que nos ajudam nessa questão de suporte”, esclarece Lisangela.
Para a gerente de Enfermagem do hospital, Rubia Maestri, a alta precoce é possível a partir de uma organização da equipe multidisciplinar, que busca alinhar todas as necessidades do paciente e da família na transição para o domicílio. “Orientá-los durante a internação a respeito de todos os cuidados que serão necessários em casa evita que no dia da alta ainda existam dúvidas e, por conta disso, a saída tenha que ser postergada”.
Grupos de apoio a familiares e cuidadores
Ainda visando a melhoria das atividades envolvidas no processo de desospitalização, o Moinhos de Vento criou grupos que reúnem as famílias e os cuidadores dos pacientes para abordar temas específicos a fim de prepará-los para o pós-alta.
“O hospital desenvolveu essa rede para orientar e tranquilizar pacientes e suas famílias e mostrar que eles não estão sozinhos, que podem contar com o suporte da equipe neste momento de alta. Existem grupos multidisciplinares que apoiam em temas específicos como grupos de orientações de dieta enteral com atividades práticas e grupo de orientação para ostomizados, ensinando a forma correta de manuseio da bolsa coletora”, conta Juliana Oss.
De acordo com Rubia Maestri, a iniciativa está totalmente conectada aos padrões de acreditação que a unidade vem cumprindo desde 2002. O Padrão ACC.4 do último manual para hospitais da Joint Commission International, instituição responsável pela acreditação da unidade, cita a necessidade de o hospital começar a planejar as necessidades continuadas dos pacientes após a alta, quando necessárias, o mais cedo possível, incluindo seus familiares no processo.
“A acreditação nos mostra a necessidade de o paciente ter um plano de cuidado individualizado desde o início e nos dá ferramentas de educação robustas onde cada profissional vai registrando informações sobre o paciente durante toda a internação. Estarmos nessa jornada de acreditação há tanto tempo facilitou termos todas essas ferramentas e estrutura assistencial organizadas para implementar esse outro passo que foi a ferramenta para o controle do tempo de permanência”, explica a gerente de Enfermagem, que também faz parte do comitê de acreditação da instituição.
www.cbacred.org.br 

segunda-feira, 3 de setembro de 2018

Revista destaca participação do paciente e investimento em tecnologia para aumentar qualidade e segurança na assistência em saúde


Revista destaca participação do paciente e investimento em tecnologia para aumentar qualidade e segurança na assistência em saúde
Uma reunião entre a equipe multidisciplinar do hospital e o paciente antes mesmo de sua internação, com o objetivo de conhecê-lo e ouvi-lo sobre as expectativas para o procedimento que realizará. É assim que começa o processo de tomada de decisão no tratamento terapêutico da unidade de Transplante de Medula Óssea (TMO) do Hospital 9 de Julho (H9J), em São Paulo, que tem registrado resultados positivos, tanto na experiência do paciente quanto na redução de riscos.
Outro exemplo de participação do paciente na tomada de decisão é o Conselho de Pacientes do Hospital Sírio-Libanês (HSL), em São Paulo. Mensalmente, voluntários que tiveram experiência em diversas áreas do hospital reúnem-se com uma equipe do HSL para discutir e construir projetos de melhoria na assistência.
O desenvolvimento desses processos e de que forma eles têm contribuído para um atendimento ainda mais das instituições, está na 8ª edição da Revista Acreditação em Saúde, do Consócio Brasileiro de Acreditação (CBA). A publicação também traz entrevista com a superintendente do CBA, Maria Manuela Alves dos Santos, sobre os 20 anos da instituição e com o vice-presidente de Acreditação, Padrões e Medidas da Joint Commission International (JCI), Paul Chang, sobre as duas décadas de parceria entre as entidades.
O uso da tecnologia para garantir mais qualidade e segurança na assistência em saúde, orientação do Manual de Padrões de Acreditação para Hospitais da JCI, também tem destaque na revista. Exemplos são o uso da técnica robótica pelo Hospital BP Mirante, de São Paulo, que tem reduzido riscos de infecção, diminuído tempo de internação e aumentado a produtividade da equipe médica; o projeto pioneiro de gestão de leitos do Hospital São Vicente de Paulo, do Rio de Janeiro, para a diminuição do tempo de espera de pacientes por internação, e a informatização dos sistemas do Hospital Lusíadas Porto, em Portugal.
A publicação aborda ainda o trabalho do Escritório de Experiência do Paciente do Real Hospital Português de Beneficência em Recife (PE), o método de avaliação da segurança da instituição do Hospital Geral de Itapecerica da Serra (SP) e a atenção primária como eixo organizador do sistema de serviços de saúde adotado pela Caixa de Assistência dos Funcionários do Banco do Brasil (CASSI) – CliniCASSI Brasília Sul e CliniCASSI Brasília Norte.
Baixe gratuitamente a Revista Acreditação em Saúde no site do CBA: http://www.cbacred.org.br/publicacoes/revista-acreditacao-saude