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domingo, 5 de março de 2017

Gestão de custos impacta na sustentabilidade das instituições de saúde

Gestão de custos impacta na sustentabilidade das instituições de saúde
As novas exigências do mercado das instituições de saúde tornam o termo gestão uma necessidade em todos os níveis de uma organização. A gestão de custos passa a ser ferramenta estratégica para desenvolver um controle de gastos a fim de que as variações de custos médicos-hospitalares não comprometam a saúde financeira e a sustentabilidade do negócio. Diante de um cenário de alta nos gastos com tecnologia e perda de beneficiários, essas organizações devem buscar um método viável para superar as mudanças impostas pelo cenário atual. Nesta entrevista, o economista Franklin Lindolf Bloedorn, avaliador da Joint Commission International (JCI) e professor da disciplina Gestão de Custos nas Instituições de Saúde do curso de pós-graduação Qualidade em Saúde: Gestão e Acreditação, do Consórcio Brasileiro de Acreditação (CBA) fala sobre as habilidades que os gestores das unidades de saúde devem ter para evitar o impacto desse cenário e equilibrar as contas.
CBA – O índice de variação de custos médico-hospitalares, segundo o Instituto de Estudos de Saúde Complementar, registrou alta de 19,3% nos últimos 12 meses, encerrados em dezembro de 2015. Esse indicador vem crescendo desde 2011 acima de dois dígitos e esse resultado remete a um cenário preocupante do ponto de vista da sustentabilidade das instituições de saúde. O que as instituições devem fazer?
Franklin Lindolf Bloedorn - O conceito de pagamento por procedimentos tem contribuído em muito para este aumento elevado das atividades de saúde. A necessidade urgente da mudança do modelo de remuneração dos partícipes deste mercado é imperativo. Comprometer os prestadores de serviços de saúde desde o início do cuidado até a finalização do mesmo certamente auxiliará sobremaneira no controle destes gastos que têm subido acima da inflação geral. Tais premissas deverão envolver ainda o profissional médico que, no modelo atual, não tem visão de todo o tratamento proposto a este paciente.
CBA – A saúde suplementar também sofreu forte impacto. No ano passado, o segmento teve uma expressiva perda de beneficiários: foram 1,3 milhões de segurados a menos, sendo 187 mil oriundos de planos coletivos empresariais. Esse cenário se manteve no primeiro trimestre de 2016, de acordo com a Fenasaúde e essa perda acaba impactando as instituições de saúde que mantém convênio com as operadoras de saúde. Quais atitudes que o gestor de uma unidade de saúde deve ter para evitar o impacto e equilibrar as contas?
Franklin Lindolf Bloedorn - Diria que as instituições de saúde terão de reinventar-se. Não poderão mais ter postura passiva. Terão de ser pró-ativos. Buscar interagir com suas comunidades, entendendo o porquê de determinadas enfermidades acometerem certas populações, e desenvolver programas preventivos também. Desta forma, o recurso alocado pelas empresas trará mais benefícios no médio e longo prazo, e as instituições de saúde passarão a ter mais foco naquilo que de fato deverá ser a sua atuação, que é o atendimento a pacientes que realmente venham a necessitar de uma internação hospitalar, ou procedimento ambulatorial, se for o caso.
CBA - Dizem que saúde não tem preço, mas há custos para geri-la. Como conjugar saúde e gestão? Como o gestor deve lidar com o impacto das novas tecnologias e o reajuste de custos de exames, como, por exemplo, o da tomografia computadorizada que subiu 40%, entre 2012 e 2015, ou ainda com o valor médio de itens hospitalares, que passou de R$91,92 em 2007 para R$401 em 2015 - um aumento de cerca de 330%, que representa cinco vezes mais o IPCA desse mesmo período?
Franklin Lindolf Bloedorn - A compreensão de conceitos produtivos será muito útil aos gestores, sejam estes assistenciais ou não. Conceitos de volume, economia de escala, redução de desperdícios, lotes econômicos de atendimento, capacidade instalada versus demanda e inúmeros outros conceitos de gestão que ainda não chegaram em muitas instituições de saúde. Decidir o que fazemos bem e porque, e identificar o que não fazemos tão bem auxilia em muito a equalização das contas ao final de um período, seja este mensal ou anual.
CBA – Há métodos e sistemas mais indicados para instituições de saúde gerirem seus custos?
Franklin Lindolf Bloedorn - No contexto atual das instituições de saúde brasileiras, qualquer modelo de custeio que venham a adotar será salutar. Começar com Custeio Direto e por Absorção, por exemplo, por ser de mais fácil compreensão e implementação, certamente trará resultados mais rapidamente para aquela organização que não estiver utilizando nenhum modelo ainda.
CBA - É possível gerir custos e não perder a qualidade?
Franklin Lindolf Bloedorn - Gerir custos é justamente o que permitirá viabilizar processos mais seguros e, consequentemente, aprimorar a qualidade e a segurança da assistência prestada ao paciente. Os requisitos básicos para iniciar avaliação de custos serão muito úteis para entender processos e aprimorá-los, o que permitirá melhora da qualidade.
CBA – A gestão, hoje, é uma preocupação apenas da alta direção ou é uma tarefa também de líderes?
Franklin Lindolf Bloedorn - As novas exigências do mercado das instituições de saúde tornam o termo gestão uma necessidade a ser utilizada por todos os níveis da organização, e não somente pela alta direção. Conhecer as atividades que o meu setor desempenha avaliando se geram ou destroem valores passa a ser atribuição de cada líder, independente de sua posição no organograma. A gestão de custos passa a ser ferramenta estratégica para responder a estas e a muitas outras perguntas.
CBA - Como o curso “Gestão de Custos nas Instituições de Saúde” pode contribuir para carreira dos profissionais de saúde, gestores e lideranças intermediárias, públicos-alvo do curso oferecido pelo CBA?
Franklin Lindolf Bloedorn - Desmistificar o tema já é um grande passo nesta direção. Permitir que profissionais da saúde, com formação técnica assistencial, compreendam o assunto, sem tornarem-se especialistas em custos, compreendam como a sua atividade profissional diária e as decisões assistenciais tomadas, agregam valor ou custo aos processos da organização, ou que ainda entendam de forma prática o dia a dia de sua atividade e não uma ciência complexa que para muitos parece não fazer sentido quando atua-se na assistência de pacientes é o objetivo. A ideia é que esses profissionais tornem-se apto a participar com os gestores administrativos dos processos de redução de custos assistenciais, sem comprometer a segurança na assistência prestada ao paciente.

sexta-feira, 2 de setembro de 2016

CBA lança novo produto voltado para qualidade de instituições hospitalares e ambulatoriais


CBA lança novo produto voltado para qualidade de instituições hospitalares e ambulatoriais
Se aprovadas, unidades podem receber selo prata ou ouro.
Se uma instituição hospitalar e ambulatorial não tem condições nem se sente preparada para se candidatar a programas de acreditação, no entanto, quer dar passos rumo à melhoria da qualidade e segurança, o Consórcio Brasileiro de Acreditação (CBA) – há 18 anos parceiro associado da Joint Commission International (JCI) – está lançado um novo produto: Fundamentos da Qualidade e Segurança no Cuidado ao Paciente, que busca assessorar instituições de saúde na gestão da qualidade e segurança, visando atender a RDC36, da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que tornou obrigatória a criação do Núcleo de Segurança do Paciente (NSP).
“O objetivo desse novo produto é oferecer uma ferramenta de apoio aos profissionais que os ajude a direcionar seus esforços para uma implantação efetiva de ações voltadas para a qualidade e segurança do paciente, de maneira sistematizada e mais profissional”, salienta Nancy Yamauchi, coordenadora de Educação do CBA. Segundo ela, a ferramenta é um grande auxílio para gestores, já que “foi construída com base em uma metodologia organizada e consistente, o que traz mais credibilidade e confiança ao processo e consequente motivação da equipe.”
Leia mais em http://cbacred.org.br/noticias/2016/08/06.asp

segunda-feira, 5 de março de 2012

CURSO: PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO



CURSO: PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO

DATA: 22 E 23 DE MARÇO DE 2012.

INSTRUTOR: CELIO ARNULFO CASTIGLIONI GALVÃO

RESUMO: COMO UM PROCESSO DE PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO COM FOCO NA EXCELÊNCIA PODE CONTRIBUIR DECISIVAMENTE PARA A EXCELÊNCIA NA GESTÃO DE UMA ORGANIZAÇÃO DE ATENÇÃO À SAÚDE.

OBJETIVOS: SENSIBILIZAR E CAPACITAR OS PARTICIPANTES PARA A IDENTIFICAÇÃO E O TRATAMENTO DOS ASPECTOS FUNDAMENTAIS RELACIONADOS COM A GESTÃO ESTRATÉGICA TENDO POR FOCO A EXCELÊNCIA DE RESULTADOS

PUBLICO ALVO: PROFISSIONAIS COM NÍVEL DE ESCOLARIDADE SUPERIOR QUE DESEJAM ADQUIRIR COMPETÊNCIAS PARA A CONDUÇÃO DE UM PROCESSO DE PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO DE FORMA PARTICIPATIVA BEM COMO PARA SUA ADEQUADA IMPLEMENTAÇÃO NAS SUAS ORGANIZAÇÕES DE ATENÇÃO À SAÚDE

INVESTIMENTO: R$ 800,00 ( oitocentos reais)

CARGA HORÁRIA: 24 HORAS

Obs: Esta é uma disciplina eletiva do MBA Gestão da Qualidade em Saúde e Acreditação. As aulas serão teórica e prática.

INSCRIÇÕES
Inscrições realizadas pelos E-mails eventos@cbacred.org.br ou secretaria.eventos@cbacred.org.br – ou pelos telefones (21) 3299-8241 , (21) 3299-8202 e (21) 3299-8234.

http://www.cbacred.org.br/site/agenda-de-eventos/planejamento-estrategico/

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Curso forma avaliadores de acreditação em Saúde

Curso forma avaliadores de acreditação em Saúde

Profissionais podem ser selecionados para serviços durante o curso

O Consórcio Brasileiro de Acreditação (CBA), representante exclusivo no Brasil da maior agência de acreditação em saúde do mundo – a Joint Commission International (JCI), está promovendo nos dias 03, 04 e 05 de fevereiro, no Rio de Janeiro, o Curso de Introdução a Acreditação Internacional.

Voltado para médicos, enfermeiros, administradores e engenheiros com atuação na área de saúde, o curso vem tendo cada vez mais adeptos pelo fato do mercado de trabalho para o avaliador e técnico especializado em acreditação internacional estar em franca expansão, face ao crescimento acelerado do programa de acreditação no Brasil. Expansão que está expressa em números. Em 2007, o CBA tinha 25 consultores/avaliadores para atender 12 instituições acreditadas e 24 instituições em processo de acreditação. Hoje, são 40 consultores/avaliadores para 24 instituições acreditadas (hospitais, ambulatórios, unidades de cuidados continuados, empresa de transporte médico e programas de doenças específicas) e mais cerca de 60 instituições em processo de acreditação.

Face a essa demanda há a possibilidade de seleção imediata para trabalho, ainda durante o curso. “Ultimamente aproveitamos o curso para recrutar novos profissionais, aumentando nosso quadro de pessoal em função do crescimento de nossas atividades e carteira de clientes”, revela Heleno Costa Júnior, Coordenador de Educação do CBA. Segundo ele, muitos dos avaliadores e técnicos em acreditação internacional do CBA foram selecionados a partir desses cursos de formação realizados pela instituição.

Para participar do Curso de Introdução a Acreditação Internacional, que abordará os processos e técnicas focados na metodologia de acreditação internacional para a qualificação dos serviços de saúde, é preciso ter, no mínimo, 10 anos de formado, experiência mínima comprovada de 8 anos em atividades clínicas, técnicas ou gerenciais em sua área de formação e ter atuado por 5 anos em instituições de saúde. Além disso, ter domínio de informática e fluência em inglês é um ponto positivo.

As inscrições para o Curso de Introdução a Acreditação Internacional, que acontecerá de 03 a 05 de fevereiro, na sede do CBA, no Rio de Janeiro, podem ser feitas pelo próprio site do CBA (www.cbacred.org.br), que disponibiliza outras informações e a programação. Contatos também podem ser feitos pelo e-mail ensino@cbacred.org.br ou ainda pelo telefone (21)3299-8202 begin_of_the_skype_highlighting (21)3299-8202 end_of_the_skype_highlighting.

Autor: Cristina Miguez
Fonte: SB Comunicação

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Vida por um frasco: gerenciamento inadequado de medicamentos pode trazer riscos à saúde



Vida por um frasco: gerenciamento inadequado de medicamentos pode trazer riscos à saúde

No último mês, dois casos ganharam espaço na mídia mostrando a importância do gerenciamento de medicamentos para segurança ao paciente: o da menina Sthephanie dos Santos Teixeira, de 12 anos, que morreu ao ter injetada na veia vaselina ao invés de soro fisiológico, e o de um bebê de apenas dois meses, que recebeu vacina vencida em um posto de saúde na Bahia. Esses casos refletem na prática o que o Institute of Medicine dos Estados Unidos já levantou: mais de sete mil pessoas morrem anualmente e outros 1,5 milhão de pessoas sofrem graves danos por erros de medicação naquele país. Embora, no Brasil, não haja estatísticas oficiais sobre a questão, o programa para a Aliança Mundial de Segurança do Paciente da Organização Mundial de Saúde estima que pelo menos um paciente a cada dez sofra o dano inadvertido.

Visando melhorar a seguranca do gerenciamento de medicamentos, a Joint Commission on Accreditation of Healthcare Organizations identificou cinco processos que merecem atenção especial: a seleção e obtenção do medicamento; a prescrição; o preparo e dispensação; a administração de medicamentos e; o monitoramento do paciente em relação aos efeitos dos medicamentos. Entrevistamos a médica especialista em Saúde e Administração públicas, Maria Manuela Alves dos Santos, atual superintendente do Consórcio Brasileiro de Acreditação (CBA) para saber dos principais problemas e soluções para esta área.

CBA - Como analisa estas duas situações envolvendo gerenciamento de medicamentos, ocorridas num espaço de uma semana?

Maria Manuela - A Organização Mundial de Saúde está muito preocupada com a questão dos medicamentos, e a JCI acompanhando esta preocupação criou um capítulo específico para este tema na terceira edição do Manual Internacional de Acreditação para hospitais. O capitulo abrange o gerenciamento de medicamento, desde a compra até o descarte final da embalagem. Todo processo que envolve medicamento é um processo de risco. O caso da menina Sthephanie foi resultado de uma troca de embalagens parecidas, contendo substâncias totalmente diferentes, o que demonstra uma falta de atenção e controle da segurança no que se refere a medicamentos por parte da organização hospitalar.

CBA - Quais foram os fatores preponderantes para ter havido esse incidente?

M.M. - Eu diria que foram três erros capitais. O primeiro foi colocar embalagens iguais em locais de alta frequência de profissionais e pacientes. Os frascos até podiam ser semelhantes, mas teriam de ter alguma marcação que diferenciasse as duas soluções. Poderiam ser tarjas de cores diferentes, ou letras maiusculas, código de barra, ou até mesmo identificação por raio infravermelho. O segundo foi a falta de capacitação profissional que ficou evidenciada no caso, principalmente quando a auxiliar de enfermagem responsável pelo caso diz que se confundiu. Fica evidente que não há um programa de treinamento de pessoal na unidade hospitalar. O terceiro erro diz respeito ao estresse do trabalho. Muitos profissionais de saúde atuam sob cargas horárias extenuantes, emendando plantões em unidades diferentes. Sabemos que a maioria de erros como este ocorrem ao final das jornadas de trabalho. O cansaço físico diminui o estado de alerta das pessoas proporcionando a ocorrencia de erros que poderiam ser evitados.

CBA - Quanto à confusão de embalagens, o que o manual de Acreditação Internacional recomenda?

M.M. - Todo medicamento, ao chegar a uma unidade, deve receber uma checagem no almoxarifado e estocado de forma que embalagens parecidas não fiquem próximas. A partir daí, todos os recipientes devem ser etiquetados, de preferência com códigos de barra, para haver uma leitura mais segura. Deve ser feita uma nova checagem antes de receber o pedido do posto de enfermagem, para etiquetar o recipiente com o nome do paciente e algumas informações sobre ele. Após a utilização do medicamento, deve-se fazer o descarte adequado. Muitos materiais podem ser reciclados e, outros devem ser tratados antes de ser descartados por conta de sua toxicidade.

CBA - E quanto às jornadas de trabalho?

M.M. - A recomendação é que as instituições cumpram a lei, que diz que uma carga horária de trabalho não pode passar de 8 horas. Mais do que isso, o profissional fica mais suscetível a ter menos atenção no trabalho.

CBA – Qual o local ideal e seguro para acondicionar medicamentos?

M.M. – O ideal é que seja em uma farmácia ou almoxarifado, onde haja supervisão permanente de um farmacêutico. Alguns medicamentos exigem refrigeração específica, como é o caso das vacinas. A temperatura de armazenamento deve ser rigorosamente a que está determinada para o acondicionamento da substância. Nem 1 grau a mais, nem 1 grau a menos.

CBA - A senhora acredita que este dois eventos servirão para as instituições hospitalares revejam seus conceitos sobre gerenciamento de medicamentos?

M.M. - Sim. Não só sobre medicamentos, como pela busca de uma qualidade contínua e segura para os seus pacientes. Os estabelecimentos de saúde precisam entender que precisam de normas. Mesmo porque, quando acontece algo, como o caso da menina Sthephanie, não é a funcionária a única responsável. No caso do gerenciamento de medicamentos cujo o processo é transversal na instituição tem que analisar toda a cadeia e identificar as barreiras que possam levar a erros tão graves quanto estes.

domingo, 28 de novembro de 2010

palestra Construção Sustentável e Empreendimentos Hospitalares



Construção sustentável: sinônimo de preservação ambiental e economia administrativa

No dia 14 de dezembro, o Consórcio Brasileiro de Acreditação promove a palestra Construção Sustentável e Empreendimentos Hospitalares, que tem como foco a sustentabilidade em hospitais. Para falar sobre a importância da sustentabilidade na construção civil, arquitetura hospitalar sustentável, a certificação LEED, as barreiras do mercado e o cenário ideal, o CBA convidou o arquiteto Arthur Brito e o engenheiro Marcos Casado, que apresentarão estudos de caso do Green Building Council Brasil (GBCB), entre eles, o do Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo, maior edifício de saúde, do mundo, a obter a certificação LEED GOLD.

Arthur Brito que é diretor de projetos da Kahn do Brasil e atou como principal planejador hospitalar para o Plano Diretor do Hospital Israelita Albert Einstein, assegura que a certificação LEED reduz significativamente o consumo de eletricidade e de água potável. “No caso do Hospital Albert Einstein, a redução no consumo de água chegou a 35% e de energia a 15%. Isto, além de um benefício para a sociedade, representa uma economia constante para o hospital”, pondera o arquiteto, que é professor do curso Aplicação de Ferramentas de Certificação Green Building para Empreendimentos Existentes.

Gerente técnico do GBCB e coordenador dos cursos de pós-graduação da instituição, Marcos Casado, ressalta que a certificação LEED exige alta eficiência energética, uso racional da água, qualidade ambiental interna, espaços sustentáveis com boa infraestrutura urbana e tecnologias ecologicamente apropriadas. Em contrapartida, destaca os benefícios na Construção Sustentável: “Temos a redução do consumo de água entre 30 e 50%, de energia, entre 20 e 30%, resíduos desviados de aterro, de 70 a 90%, e a redução de CO2 em torno de 30%. Para implantação deste conceito há um investimento maior, em torno de 2 a 7%, com uma redução do custo operacional entre 8 e 9%, o que justifica esse investimento inicial maior.”

No entanto, Brito alerta que o momento da decisão pela certificação é um fator importante para a gestão de custos. Segundo ele, o quanto antes a instituição optar por um projeto de edifício novo ou grande reforma, mais simples será sua conquista. “Se o LEED é uma opção desde o momento da escolha do terreno, antes do início dos projetos de arquitetura e engenharia, o atendimento aos seus requisitos pode ser feito sem adição de custo à obra e com enorme potencial de redução dos custos operacionais do hospital. Já se a decisão é tomada com projetos prontos, ou obra iniciada, o desafio é enorme”, assiná-la. Especialista em administração hospitalar e em sistemas de saúde, Arthur afirma ainda que a familiaridade com o processo de acreditação da JCI/CBA pode beneficiar um hospital a conquistar uma certificação LEED. “A experiência com o Hospital Israelita Albert Einstein demonstrou que a disciplina e prática documental requeridas pela acreditação JCI auxiliam no atendimento ao processo de certificação LEED.”

A palestra Construção Sustentável e Empreendimentos Hospitalares, que acontece às 14h do dia 14 de dezembro, no auditório da Secretaria Estadual de Saúde e Defesa Civil, Rua México 128, auditório 1120 do 11º andar, Centro –Rio de Janeiro – RJ, é voltada para engenheiros, arquitetos, profissionais e técnicos de saúde, e pessoas envolvidas com a proteção ao meio ambiente e a sustentabilidade. Para participar, basta doar uma lata de leite em pó ou um pacote de fraldas descartáveis nos tamanhos M ou G. As doações serão enviadas a uma instituição social para crianças. As inscrições devem ser feitas antecipadamente pelo e-mail eventos@cbacred.org.br. Mais informações através dos telefones (21)3299-8241 ou 3299-8240.