Mostrando postagens com marcador segurançadopaciente. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador segurançadopaciente. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 15 de agosto de 2017

Entrevista Especial com Dr. David Bates


Especialista em informática médica diz que hospitais e médicos precisam aprender a trabalhar com tecnologia aplicada à saúde desde a universidade
Presidente do Conselho da Associação Americana de Informática Médica desde 2007, o médico David Bates é um especialista de renome internacional na área de segurança do paciente e tecnologia de informação aplicada ao cuidado. Bates, que é diretor de inovação do Brigham and Women’s Hospital e professor do Departamento de Política e Gestão da Saúde da Harvard School of Public Health, virá ao Brasil fazer a conferência de abertura do IV Congresso Internacional CBA 2017, cujo tema central é Saúde 2.0: tecnologias emergentes e qualidade do cuidado.
Bates falará no Congresso sobre o uso da tecnologia da informação para melhorar os cuidados de saúde de diversas maneiras. “Vou me concentrar, em particular, no aumento da segurança e da qualidade com as novas tecnologias”, enfatiza. Acompanhe abaixo a entrevista exclusiva com o especialista.
Como as tecnologias têm se mostrado úteis na melhoria da qualidade do cuidado com o paciente, da gestão de recursos na saúde e da avaliação de resultados?
Muitas tecnologias têm sido úteis para melhorar esses três fatores, especialmente o Registro Eletrônico de Saúde. Quando ele é usado, torna-se muito mais fácil medir a qualidade, a segurança e os resultados. Normalmente, as informações dos Registros podem ser transformadas em bancos de dados, que podem ser utilizados para aprimorar os cuidados de várias maneiras.
Quais tecnologias são mais eficientes na prevenção de erros médicos graves?
A Entrada de Ordem Médica Computadorizada (EOMC) é a tecnologia mais poderosa para melhorar a segurança dos medicamentos. Outras que também são úteis incluem códigos de barras, para verificar se o fármaco certo está sendo administrado, e bombas inteligentes, que podem ajudar a aumentar a segurança das drogas intravenosas.
Como o senhor vê a situação do Brasil em relação à implementação de tecnologias no cuidado com o paciente?
Os principais hospitais do Brasil têm alta taxa de uso da tecnologia da informação, sobretudo em estados como São Paulo e Rio de Janeiro. Outros locais, como o Amazonas, apresentam níveis mais baixos de implementação. No entanto, algumas regiões e muitos hospitais religiosos menores têm taxas ínfimas de uso de tecnologia. É importante implementar Registro Eletrônico de Saúde no país inteiro, com prioridade para a atenção primária, para que, eventualmente, se possa avaliar a qualidade da saúde no Brasil como um todo.
Que países são referência no uso de tecnologias na saúde?
As principais referências são Dinamarca, Inglaterra, Suécia, Holanda e Nova Zelândia. Na Dinamarca, existem níveis muito elevados de implementação de Registro Eletrônico de Saúde (RES) nos cuidados primários e secundários, e a troca de informações clínicas está relativamente bem estabelecida. Na Inglaterra, há uso quase universal de RES na atenção primária e utilização crescente na atenção secundária. Existe uma iniciativa chamada Spine, que tem tido muito sucesso em termos de troca de dados. Na Suécia e na Holanda, a avaliação da qualidade é bem desenvolvida, e há bases de dados muito boas que cobrem grandes populações de pacientes. O atendimento social também é cada vez mais integrado. A Nova Zelândia é especialmente forte na implementação dos registros nos cuidados primários.
Como professor de Harvard, como o senhor analisa o papel das universidades na formação de médicos e na criação de tecnologias para a área de saúde?
As universidades têm papel importante na avaliação da capacidade das novas tecnologias, como sistemas de computação, de melhorarem a segurança, a qualidade e a eficiência dos cuidados de saúde. As universidades também são fundamentais para a preparação de profissionais de todos os tipos, incluindo enfermeiros, farmacêuticos e médicos, para que estejam prontos para a saúde 2.0. Eu acredito que o treinamento interdisciplinar se tornará a norma.
Como participar?
Se você tem interesse em participar dessa discussão, acesse o site http://eventos.cbacred.org.br/congresso-internacional-2017 , para mais informações e inscrições.

quarta-feira, 5 de julho de 2017

IV Congresso Internacional CBA 2017


IV Congresso Internacional #CBA2017! Inscrições abertas!
O professor de Medicina de Harvard e ex-presidente da International Society for Quality in Health Care (#ISQua), David Bates (EUA), vai apresentar, no dia 18/09, um panorama geral sobre o tema do Congresso Saude 2.0: Tecnologias emergentes e a qualidade do cuidado.
#acreditação
http://eventos.cbacred.org.br/congresso-internacional-2017/

segunda-feira, 9 de maio de 2016

Cresce o número de serviços oncológicos em busca de acreditação

Cresce o número de serviços oncológicos em busca de acreditação
Desde 2014, o Consórcio Brasileiro de Acreditação vem registrando um aumento na procura pela acreditação internacional por parte de serviços que atuam na área de oncologia. Quatro instituições já possuem o selo dourado da Joint Commission International (JCI): Acreditar Oncologia - Unidade Santa Marta (DF), Centro de Combate ao Câncer (SP), Clínicas Oncológicas Integradas/COI (RJ) e o Instituto do Câncer do Estado de São Paulo/ICESP (SP). Outras tantas estão em estágio de educação para a melhoria da qualidade e segurança assistencial.
Leia a entrevista na íntegra 
http://cbacred.org.br/noticias/2016/05/06.asp

Erros de medicação devem ser combatidos com participação multidisciplinar e redesenhos de processos

Artigo: Erros de medicação devem ser combatidos com participação multidisciplinar e redesenhos de processos
Por Josélia Giordani Hespanhol Duarte*
O gerenciamento dos processos relacionados a medicamentos em uma instituição de saúde é uma tarefa complexa que abrange várias etapas. Essa responsabilidade deve ser compartilhada com todos os profissionais de saúde que prestam assistência ao paciente: médicos, farmacêuticos, enfermeiros, técnicos de farmácia, técnicos de enfermagem, inclusive, o próprio paciente. Todos devem ser capazes de desenvolver e executar suas funções em seus locais de atuação, de forma consistente, tanto no cuidado aos pacientes internados, como também aos pacientes externos ou em unidades especializadas.
Leia mais http://cbacred.org.br/noticias/2016/05/03.asp

terça-feira, 29 de março de 2016

Segurança e qualidade na saúde: como identificar e reduzir eventos indesejados?

Segurança e qualidade na saúde: como identificar e reduzir eventos indesejados?

A saúde é direito de todos e dever do Estado. Esta declaração está na Constituição Federal de 1988 e, sem dúvida, foi um grande avanço em direção a cobertura de saúde para a população brasileira. Mas, como podemos avaliar a qualidade dos serviços de saúde prestados? Como oferecer qualidade nos processos, práticas e tecnologias que são utilizadas em serviços de saúde?
Os meios de comunicação têm noticiado diversas falhas na prestação de cuidados aos pacientes: cirurgias no paciente errado ou no lado errado do corpo, fuga de pacientes, erros de administração de medicamentos, permanência de materiais cirúrgicos no corpo após um procedimento etc. As instituições de saúde precisam muito mais do que boas intenções para implantar a cultura de segurança para prevenir estes eventos.
Os fatores envolvidos no processo para que os cuidados prestados sejam considerados seguros e de qualidade são vários, e são temas de interesse e atenção no mundo inteiro, mobilizando organismos nacionais e internacionais, como a OMS (Organização Mundial de Saúde) e a JCI (Joint Commission International), maior agência certificadora da qualidade e segurança em saúde, do mundo.
Apesar de políticas públicas de saúde  que visam aumentar a segurança e a qualidade dos cuidados, como o PNSP (Programa Nacional de Segurança do Paciente), alcançar a cultura de qualidade tem sido um grande desafio, principalmente para hospitais que ainda estão começando a discutir sobre conceitos e princípios de qualidade.
Para atingir o nível de segurança desejável é necessário usar metodologia e ferramentas adequadas para identificar e reduzir os riscos de ocorrência de eventos adversos; implantar as metas internacionais de segurança; garantir o gerenciamento e uso de medicamentos; prevenir e controlar infecções; e oferecer ambiente e instalações seguras, profissionais treinados e pacientes educados quanto aos seus direitos.
Existem ferramentas de autoavaliação que identificam o nível de desenvolvimento relacionado aos Fundamentos de Qualidade e Segurança no Cuidado ao Paciente. A partir deste processo, as instituições de saúde podem planejar as ações necessárias para melhorar os seus cuidados de saúde, monitorar seus resultados e manter a qualidade e segurança dos serviços fornecidos. Assim começa a jornada rumo à qualidade na saúde, um direito de todos os pacientes.
(*) Rima Farah é enfermeira, com especialização em administração hospitalar pela Uerj (Universidade do Estado do Rio de Janeiro) e mestre em Avaliação de Sistemas, Programas e Instituições pela Fundação Cesgranrio; atualmente, atua como educadora para a melhoria da qualidade e segurança assistencial em instituições de saúde do  Consórcio Brasileiro de Acreditação, parceiro associado da Joint Commission International no Brasil.