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segunda-feira, 18 de junho de 2018

Consórcio Brasileiro de Acreditação e Joint Commission International: 20 anos de parceria

Consórcio Brasileiro de Acreditação e Joint Commission International: 20 anos de parceria

Nos dias 29 e 30 de maio, o Consórcio Brasileiro de Acreditação (CBA) e a Joint Commission International (JCI) celebraram 20 anos de atuação no Brasil, com uma reunião interna de planejamento e com uma cerimônia no Hospital Israelita Albert Einstein (HIAE), o primeiro no mundo a ser acreditado com a metodologia JCI.
“Só temos que nos orgulhar por ter contribuído para a construção da cultura da qualidade na Saúde, em todo o mundo, ser exemplo de coragem e determinação na busca pela qualidade e segurança em Saúde”, disse a Diretora Executiva de Prática Assistencial, Qualidade, Segurança e Meio Ambiente do Albert Einstein, Cláudia Garcia, durante a cerimônia de entrega da sexta reacreditação do HIAE, ocorrida no dia 30, em São Paulo.
A entrega do certificado foi feita pelo vice-presidente de Acreditação, Padrões e Medidas da JCI, Paul Chang, diretamente ao presidente da Sociedade Beneficente Brasileira Israelita Brasileira Albert Einstein, Sidney Klajner. A cerimônia contou ainda com a presença do diretor geral e do presidente do Conselho Deliberativo da Sociedade Israelita, respectivamente, Henrique Sutton de Souza Neves e Cláudio Lottenberg, de representantes do CBA – José de Lima Valverde Filho, coordenador de Acreditação, José Carvalho de Noronha, diretor de Relações Internacionais, e Maria Manuela Alves dos Santos, superintendente – e de membros da JCI (Paul Eskew, diretor executivo de consultoria internacional, e Christiane Grannan, executiva de contas internacionais da JCI).
A Diretora Cláudia Garcia resumiu o significado do hospital em ter a acreditação JCI: “É demonstrar credibilidade, transparência e compromisso com a melhoria continua e o trabalho colaborativo, sendo referência em qualidade, verdade e colaboração e inspirar confiança e determinação na busca contínua pela melhoria da assistência e das operações”.

Parceiro associado
Antes de ir a São Paulo, a alta direção da JCI esteve no Rio de Janeiro reunida com as lideranças do CBA, reafirmando a parceria entre as duas instituições e traçando os planos de atuação para os próximos anos. “A última vez que estive no Brasil foi há 3 anos. Promovemos esse encontro entre meus colegas da JCI e a equipe do CBA para nos familiarizar com a atual situação da saúde no Brasil”, diz Paul Chang. Segundo ele, o Brasil tem a maior população da América do Sul e é visto como um mercado importante para a JCI. “Atualmente, a JCI conta com 5 avaliadores brasileiros, oriundos do CBA, e vê com bons olhos a oportunidade de ter um relacionamento mais próximo com profissionais e organização de cuidado em saúde”, comenta.
Para Maria Manuela, superintendente do CBA, a acreditação e a melhoria da performance são processos contínuos e não acontecem apenas quando os avaliadores estão atuando na instituição que busca a acreditação. “Essa atuação é constante e o que estamos fazendo durante esses 20 anos de parceria com a JCI, que vê esse relacionamento com as organizações de saúde como de suma importância para o desenvolvimento da qualidade e segurança da Saúde no Brasil, tanto no setor privado quanto público”.

quarta-feira, 9 de maio de 2018

Entrevista: Claudia Jorgenson, responsável pela revisão de padrões de programas de acreditação e certificação da JCI

Atuando como diretora de Desenvolvimento e Interpretação de Padrões da Joint Commission International (JCI) desde 2012, Claudia Jorgenson é a responsável pela revisão dos padrões dos sete programas de acreditação e dos programas de certificação da JCI. Recentemente, ela esteve no Brasil para conhecer as principais questões e expectativas em relação aos novos padrões para acreditação de ambulatórios, ouvindo representantes de ambulatórios acreditados e de outras organizações do país em processo de educação para acreditação, preparados pelo associado brasileiro da JCI, o Consórcio Brasileiro de Acreditação (CBA). A metodologia para o desenvolvimento dos novos padrões ambulatoriais, que serão lançados em 2019, prevê ainda outros encontros de membros da JCI com representantes de instituições de saúde em diferentes áreas do mundo, os chamados grupos focais.
Animada com o resultado do encontro no Brasil, Claudia Jorgenson destacou a riqueza das informações coletadas e se disse recompensada pela troca de experiências com gestores tão preocupados com a questão da qualidade no atendimento em saúde e na segurança do paciente. Confira a entrevista completa!
Qual a importância de realizar encontros com representantes locais?
A JCI precisa receber feedback das pessoas que usam os padrões para ter a certeza de que realmente estejam melhorando a qualidade. É importante saber se esses padrões estão funcionando bem para essas instituições.
Como a JCI analisa essas informações de todo o mundo e as filtra para elaborar os novos padrões?
Essa informação é coletada e levada para a minha equipe. Nós procuramos encontrar temas e assuntos que tenham sido mencionados várias vezes, por diferentes pessoas. Com base nesse feedback, analisamos como é possível melhorar os padrões. Fazemos esse estudo em várias partes do mundo, porque estamos falando de padrões que são usados internacionalmente.
Quantas reuniões e em quais locais essas reuniões são realizadas?
Tentamos ir a diferentes regiões, para ter certeza de que teremos feedbacks variados. Procuramos localizar onde existem mais ambulatórios acreditados. O Brasil tem cerca de 18 ambulatórios acreditados, no Oriente Médio são aproximadamente 25. E estamos buscando também trabalhar na região da Ásia: na Tailândia e na Coreia são aproximadamente 20 ambulatórios acreditados. Buscamos receber o feedback dos clientes que utilizam os nossos padrões.
Por que há a necessidade de elaboração de novos padrões e protocolos?
Porque o cuidado ao paciente está sempre mudando. Sempre surgem coisas novas. Por exemplo, em relação à tecnologia da informação. Muitas organizações estão usando prontuários médicos eletrônicos. Então, temos que desenvolver padrões que enderecem às questões da segurança da informação em relação aos prontuários médicos eletrônicos.
De quanto em quanto é preciso fazer revisões dos padrões existentes?
Tentamos fazer a cada três ou quatro anos. Nossos padrões são certificados pela International Society for Quality in Healthcare (ISQua) e a cada quatro anos temos que fazer a acreditação dos nossos próprios padrões. Então, tentamos atualizá-los dentro desse período.
Quais as principais questões trazidas pelos representantes de ambulatórios acreditados de todo o mundo, em especial, do Brasil?
A mais importante foi como customizar os padrões para instituições menores, não hospitalares. Como customizar padrões que são de hospitais para ambulatórios. Mundialmente falando, vimos que temos que ter padrões mais específicos para centros médicos distintos, como odontológicos, de diagnóstico e de exames de imagem. O Brasil trouxe muito essa questão da necessidade de padrões aplicáveis a organizações menores. Os brasileiros também trouxeram preocupações relacionadas a tratamentos oncológicos e à saúde mental dos próprios funcionários, em relação à dificuldade de lidar com o dia-a-dia, com as questões de erros no tratamento e mesmo a dificuldade em lidar com pacientes oncológicos, ou seja, fatores mais ligados ao emocional e à saúde mental do funcionário.
Quando você fala customização, na realidade é uma adequação? Por que isso é necessário?
Os pacientes internados e ambulatoriais têm os mesmos tipos de problemas, mas de formas diferentes. Então, vamos analisar o exemplo das quedas. Pacientes internados têm risco muito maior de queda. Dentro do hospital, ele está dentro de um quarto, sem a família, com risco maior de queda. Geralmente, está doente e pode estar numa condição de fraqueza maior, então a avaliação do risco de queda e intervenção para a prevenção de quedas é diferente. O paciente no ambulatório está geralmente bem, andando perfeitamente. Alguns deles têm risco de queda. Pode não ser um risco tão grande quanto o dos pacientes internados, então temos que olhá-los de forma diferente.
A partir das questões trazidas pelos representantes de ambulatórios acreditados no Brasil já houve alguma discussão sobre respostas e soluções?
Houve a coleta dessas informações. Minha equipe vai se debruçar sobre o assunto e mais tarde eu vou retornar a essas instituições com as recomendações. Essas instituições vão fazer um ‘trabalho de campo’ com base nessas recomendações e posteriormente vão repassar à JCI as conclusões: o que foi e o que não foi aplicado, o que deu certo e o que não deu resultado. A equipe da JCI vai trabalhar novamente sobre esse material para então definir os novos padrões a partir das sugestões que foram feitas. Esse é o ciclo de desenvolvimento de novos padrões.
De que forma os padrões / protocolos JCI podem ajudar a melhorar a qualidade e segurança na saúde?
Acredito que os padrões ajudam as organizações a identificar onde é preciso trabalhar. Os padrões foram desenvolvidos com base em situações que foram analisadas ao longo dos anos e que poderiam causar danos aos pacientes. A implementação dos padrões deve reduzir os riscos dos pacientes de terem danos.
Como avalia a saúde no Brasil?
É difícil dizer, porque eu não tenho grande experiência sobre o cuidado assistencial no Brasil. Mas gostaria de registrar que acho maravilhoso que as pessoas tenham dedicado seu tempo para discutir sobre melhorias dos cuidados ao paciente em suas organizações. São pessoas muito ocupadas que reservaram tempo para vir a esse encontro, trocar experiências comigo. Algumas vieram de outros estados, de São Paulo, de Minas Gerais, do Rio Grande do Sul. Então, eu me sinto muito recompensada em ver que há esse interesse e essa preocupação por parte desses profissionais.



www.cbacred.org.br 

sexta-feira, 13 de abril de 2018

Hospital Santa Paula – SP é reacreditado JCI


Hospital Santa Paula – SP é reacreditado JCI
O Hospital Santa Paula S/A acreditado pela Joint Commission International desde 2012, foi avaliado e reacreditado pela segunda vez em março de 2018. Parabéns pela reacreditação!
Fundado em 1958, o Hospital Santa Paula é considerado um centro excelência médica na Zona Sul de São Paulo.
Conheça o Hospital - http://www.santapaula.com.br

Pará tem o primeiro Hospital Acreditado pela JCI - Hospital Porto Dias
O Hospital Porto Dias acaba de conquistar mais um importante selo internacional, o Joint Commission International (JCI). O criterioso selo atesta a excelência da unidade em qualidade do atendimento hospitalar e segurança do paciente.
A certificação é baseada em rígidos critérios de qualidade em saúde e se tornou referência no mundo todo. Os rígidos padrões de avaliação da certificação JCI levam em conta diversos fatores, como práticas hospitalares, estrutura, gerenciamento de processos, atenção e cuidado com o paciente, entre outros.
No Norte e Centro-Oeste do Brasil, o Porto Dias é o primeiro a possuir o selo JCI, que tem como principal objetivo disseminar a cultura de segurança e qualidade contínua no atendimento dos pacientes.
O Hospital Porto Dias agradece a todos os clientes, fornecedores e colaboradores que trabalharam junto conosco para mais essa conquista.

domingo, 29 de janeiro de 2017

Revista Acreditação em Saúde - 2.o. semestre 2016


Instituições de saúde tornam pacientes atores do seu plano de cuidado e melhoram seus resultados assistenciais

“O que aprendi ao longo do meu tempo no hospital é que, enquanto eu era paciente deitado naquele leito hospitalar, não era o único que estava sofrendo naquele quarto. As observações que eu fiz ali me inspiraram verdadeiramente e ajudaram-me a entender quão importante é o papel da comunicação entre paciente, familiares e provedores de cuidados.” A reflexão foi feita pelo advogado norte-americano Brian Boyle, especializado em cuidados de saúde que, após sofrer um acidente que quase pôs fim a sua vida, decidiu relatar em um livro sua experiência como paciente durante o tempo em que esteve no hospital, tema abordado na 12ª edição da revista Acreditação em Saúde, produzida pelo Consórcio Brasileiro de Acreditação (CBA), associado brasileiro da Joint Commission International (JCI).
A ideia de construção de um modelo de relacionamento sustentável com os pacientes, familiares, médicos, fornecedores e demais colaboradores é o que vem norteando a decisão dos hospitais das regiões Norte e Nordeste a buscarem a acreditação. Em entrevista à revista, a diretora executiva do Hospital Santa Joana Recife, Juliana Vieira Maranhão, aponta que o principal benefício da acreditação JCI foi o desenvolvimento de uma equipe de alta competência, voltada para resultados e melhoria de processos que asseguram o padrão de qualidade alcançado pelo hospital.
Para a coordenadora de Educação do CBA, Nancy Yamauchi, a expansão da acreditação no Norte e Nordeste dá-se devido à contribuição que essa traz para a administração. “Os bons gestores de instituições de saúde já sabem o quanto custa a ‘não qualidade’ e como a imagem da instituição perante o mercado e os seus usuários são fatores imprescindíveis para a construção da confiança que tanto se deseja”, ressalta. A coordenadora ressalta ainda que a capacitação dos profissionais traz influências positivas a essas instituições prestadoras de serviço, contribuindo para que barreiras e desafios sejam vencidos.
Paula Amaral, supervisora do Núcleo da Qualidade e Segurança do Paciente do Núcleo de Oncologia da Bahia (NOB), que contratou os serviços do CBA para a melhoria da qualidade e segurança assistencial rumo à acreditação internacional, diz que já percebe benefícios com o processo. “A acreditação surgiu como uma ferramenta de gestão que nos proporcionou implantar e melhorar processos clínicos e não clínicos, desenvolver profissionais, fazer uma mudança progressiva e planejada da cultura organizacional e trabalhar as boas práticas, garantindo a melhoria da qualidade da assistência prestada e da segurança dos clientes externos e internos”, fala.
De acordo com Maria Manuela Alves dos Santos, superintendente do CBA, “o cuidado também precisa ser colaborativo, exercendo o paciente um papel participativo”. Segundo ela, essa parceria entre o profissional de saúde e o paciente facilita a discussão sobre questões relativas ao cuidado e as decisões sobre o tratamento. “Também não se pode deixar de lado o cuidado responsivo, ou seja, a individualização do atendimento. Ele é fundamental para manter a coerência entre as necessidades do paciente, seus valores e preferências individuais”, diz.
A 12ª edição traz ainda as experiências de hospitais já acreditados nas regiões Sul e Sudeste ao implantar programas cujos pacientes são os protagonistas no cuidado. Para ler a revista na íntegra, acesse http://bit.ly/2kwSmMh.